Os vereadores tucanos Rodrigo da Zaeli e Jailton do Pesque Pague compuseram uma comitiva de autoridades ao Lixão de Rondonópolis, a fim de convencer os trabalhadores a aderirem a uma cooperativa para receber melhorias e passarem a trabalhar no Aterro Sanitário. A ação partiu do promotor de justiça, Marcelo Vacchiano e contou com a presença do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD) de representantes do Juvam, Semma, Defensoria Pública, Procuradoria do Trabalho, Sanear e Ação Social. O lixão deve ser desativado no dia 2 de setembro e o local vai receber apenas sobras da construção civil e podas de árvores.

“O intuito é não desamparar estes trabalhadores. Firmaremos um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] para garantir direitos a eles. Se eles não se adaptarem à cooperativa que será criada, podem sair sem prejuízo algum. O lixão será fechado, isso é ato irrevogável. O que queremos é melhorar a vida destes trabalhadores, garantindo a eles equipamentos de segurança, cesta básica e um subsídio financeiro, além de equipamentos que facilitem o trabalho deles. Daremos dignidade a esses trabalhadores”, explicou.

O prefeito Zé Carlos do Pátio explicou aos trabalhadores que havia pessoas interessadas em aderir à nova cooperativa e que essas poderiam estar querendo se aproveitar do momento para ganhar benefícios que, por direito, devem ser ofertados aos que estão no lixão por algum tempo. “Há quem queira aproveitar do momento para melhor de vida à custa de quem, de fato, merece este direito. Não deixaremos isso acontecer e estamos aqui para garantir que isso não ocorra”, destacou.

O vereador e presidente da Câmara, Rodrigo da Zaeli (PSDB), disse que este é o primeiro aterro sanitário da cidade e a nova experiência levou os legisladores e outras autoridades até Campo Grande para conhecer o modelo adotado pela capital do Mato Grosso do Sul. “Não vimos ainda nenhuma cidade que tenha feito este trabalho que estamos fazendo aqui hoje. Nenhum município foi atrás do trabalhador para ajudá-lo. Simplesmente fecharam o lixão e pronto, não se preocuparam com o pessoal que trabalha no local. Aqui não faremos isso, vamos resguardar os direitos destes trabalhadores que tiram seu único sustento deste local”, defendeu.

O senhor João Adarc Pereira trabalha no lixão há 26 anos e dali partiu o sustento de sua família. Pra ele a adesão à cooperativa vai beneficiar muito os trabalhadores. “Estávamos abandonados e não achávamos que a cooperativa já existente ia nos ajudar. Por isso não tínhamos aderido è ela. Neste formato apresentado hoje e com a garantia firmada pelo TAC, sabemos que estaremos amparados. Se não gostarmos, saímos e pronto”, concluiu.