A Câmara de Vereadores de Rondonópolis começou nesta terça-feira (17), uma discussão com a diretoria do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), para uma possível revisão da forma de cobrança e consequentemente a cobrança da taxa do lixo de Rondonópolis.

A reunião para a discussão contou com a presença de dirigentes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) , Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis, Sindicato do Comércio e representantes de associações de moradores de bairros, além de vereadores.  O assunto tem provocado muita discussão em razão dos valores que estão sendo cobrados.

A assessoria jurídica da CDL defendeu de forma clara que o decreto que trata dos valores da Taxa do Lixo seja revogado para que haja uma discussão mais profunda. A entidade alega irregularidades na confecção do decreto.

Um empresário do ramo hoteleiro destacou que há discrepâncias na cobrança, ele citou como exemplo o fato de que produz uma quantidade de lixo pequena se comparada a um  supermercado, mas está pagando mais pelo lixo do que um supermercado.

O presidente da CDL, Neles Walter Farias,  ainda destacou que há empresas no comércio que fazem coletas e encaminhamentos do lixo de forma própria e mesmo assim estão pagando a referida taxa.

Os vereadores Fábio Cardozo, Adonias Fernandes, Jailton Dantas e  Guinâncio bateram na tecla de que o decreto que regulamenta a cobrança apresenta inconformidades com a Lei e desta forma não poderia ser cobrada a taxa.

A diretoria do Sanear, por meio do procurador jurídico, Rafael Santos de Oliveira, alegou que não há irregularidades no decreto na visão da empresa.

A diretora geral da autarquia, Terezinha Silva, explicou que o Sanear está aberto a conversar com a sociedade, mas qualquer mudança com relação à cobrança da taxa não será uma decisão dela e sim do prefeito Zé Carlos do Pátio.

O presidente da Câmara, Rodrigo da Zaeli, anunciou que deve agendar uma reunião com o prefeito para debater o assunto. “Essa reunião foi importante, pois recebemos informação técnica que não tínhamos e agora podemos avançar mais para resolver o problema”, disse.