A licitação do transporte coletivo ainda tem sido assunto na cidade. Apesar do edital ter sido aprovado pelos vereadores, na última sessão ordinária, ainda é possível fazer alterações na minuta do projeto. Por este motivo, o presidente da Casa de Leis, vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB), visitou a empresa que presta o serviço na cidade para ouvir dos colaboradores seus anseios e sugestões.

“Primeiro fizemos a audiência pública para ouvir a população, agora vim na empresa para ouvir os colaboradores, aqueles que diariamente carregam o usuário pela cidade. No dia da audiência as maiores reclamações foram por conta dos atrasos e os funcionários justificaram o problema às condições da malha viária. Segundo eles, as péssimas condições das vias provocam muitos danos aos veículos, prejudicando os trabalhos e a assiduidade dos horários”, disse Zaeli.

 

Os colaboradores estão bem inseguros com relação a situação vivida no momento. O contrato está vencido há três anos e a demora na realização da licitação reflete na vida dos mais de 80 funcionários da empresa. “Nós não sabemos se amanhã estaremos empregados ou não. Isso nos impede de programarmos nossa vida. Não podemos comprar nada a prestação, porque não sabemos se estaremos empregados”, desabafou o motorista Edival Cuiabano.

 

O senhor Cecílio Alves, motorista na empresa, explica que eles querem e precisam que a frota seja trocada para atender melhor a população, mas também para o conforto dos funcionários. Segundo ele, esta instabilidade já causou a redução de no número de funcionários da empresa. “Não há como fazer investimentos na empresa, pois amanhã a empresa pode perder o direito de prestar o serviço. Fora que esta situação já causou a demissão de mais de 60 funcionários”.

Com as sugestões em mãos, o vereador vai leva-las ao prefeito para que estas sejam anexadas ao projeto assim como as que foram colhidas com os usuários no dia da audiência pública sobre o tema. “O próximo passo agora é levar ao prefeito Zé Carlos do Pátio estas sugestões para que o edital contenha o que realmente a população precisa e, também, condições que a empresa possa atender”, concluiu.