Uma comissão de moradores de Rondonópolis participaram da Audiência Pública para concessão da ampliação, manutenção e exploração dos aeroportos de Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças e Alta Floresta. A iniciativa busca melhorar a infraestrutura das unidades a partir de investimentos de recursos privados, por meio do Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), do Governo Federal. Mato Grosso será o único estado brasileiro a ter um bloco de concessões próprio.

 

Na audiência o vereador Rodrigo da Zaeli esteve presente e, em sua fala, explicou que a administração pública tem um gasto de R$ 2 milhões por mês com o Aeroporto Maestro Marinho Franco em Rondonópolis. “É um recurso que poderá ser gasto em outra área. Acho importante a participação da sociedade neste debate e a população rondonopolitana se fez presente em Várzea Grande para mostrar que nossa cidade tem representatividade e, de fato, carece de investimentos nesta área”, disse Zaeli.

 

Em todo o Brasil, serão 14 aeroportos. De acordo com informações do Governo Federal, os aeroportos a serem licitados foram divididos em quatro blocos. Um deles inclui apenas o aeroporto de Congonhas, segundo maior do país com movimento de 21 milhões de passageiros por ano. Um segundo abrange aeroportos do Nordeste (Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande, Juazeiro do Norte e Recife). Outro bloco será formado pelos terminais de Mato Grosso. Um quarto bloco vai abranger os aeroportos de Vitória e de Macaé.

 

O leilão em bloco dos aeroportos de Mato Grosso foi proposto pelo governador Pedro Taques e aceito pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Segundo explicou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, pelo novo modelo, a empresa vencedora da licitação para gerir o aeroporto Marechal Rondon, deverá converter o valor da outorga em investimentos a serem destinados para melhoria da estrutura dos quatro regionais.

 

“Estes aeroportos regionais e o Marechal Rondon são estratégicos para o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso. Eles devem passar por uma revolução na medida em que poderemos ter, até mesmo, uma empresa internacional operando no Estado, dando um novo padrão de qualidade às nossas unidades e aos serviços prestados aos passageiros”, afirmou o secretário.

 

O governo trabalha com a previsão de conceder os aeroportos mato-grossenses no segundo semestre de 2018. Com as concessões em todo o país, o governo espera investimentos privados na ordem dos R$ 44 bilhões.