O deputado federal Rodrigo da Zaeli manifestou preocupação com o contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa, medida que levou o Exército Brasileiro a suspender operações de monitoramento e combate ao crime organizado nas fronteiras do país. Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, cerca de R$ 1,5 bilhão do valor bloqueado atingiu diretamente ações do Exército voltadas à fiscalização das regiões fronteiriças.
Para Zaeli, a decisão preocupa especialmente Mato Grosso, que possui uma extensa faixa de fronteira com a Bolívia, considerada uma das principais rotas de entrada de drogas e armas no território brasileiro.
“Essa redução de recursos afeta diretamente a segurança da população mato-grossense. Nossa fronteira é uma das principais portas de entrada do tráfico de drogas, armas e outras atividades criminosas. Enfraquecer as ações de fiscalização nesse momento é um grave erro”, afirmou o parlamentar.
As operações suspensas eram conduzidas pelo Comando Militar da Amazônia e pelo Comando Militar do Oeste, responsáveis pelo monitoramento de áreas estratégicas para o combate ao tráfico internacional de drogas, contrabando, garimpo ilegal e outros crimes transnacionais. Entre as ações afetadas está a Operação Ágata, que neste ano apreendeu mais de 15 toneladas de drogas e realizou diversas ações de repressão a atividades ilícitas na faixa de fronteira.
Rodrigo da Zaeli também criticou a postura do governo federal diante do avanço das facções criminosas no país.
“Enquanto o crime organizado amplia sua atuação, o governo corta recursos de quem está na linha de frente do combate. Precisamos fortalecer nossas forças de segurança e garantir investimentos permanentes na proteção das fronteiras, especialmente em estados estratégicos como Mato Grosso”, declarou.
Segundo o deputado, o impacto é ainda mais preocupante para Mato Grosso, que desempenha papel estratégico na segurança nacional devido à sua extensa faixa de fronteira com a Bolívia, rota frequentemente utilizada por organizações criminosas para o tráfico de drogas e armas.
“O enfraquecimento das operações de fronteira representa um risco direto para a população. Quando o Estado reduz sua capacidade de fiscalização, quem ganha espaço são as facções criminosas. Precisamos de mais investimentos em inteligência, equipamentos e presença das forças de segurança, não de cortes”, ressaltou.
O contingenciamento faz parte do bloqueio de despesas promovido pelo governo federal para adequação das contas públicas. O Ministério da Defesa foi uma das pastas mais atingidas pelas restrições orçamentárias anunciadas neste ano.
Segundo Zaeli, o tema precisa ser debatido com urgência no Congresso Nacional para evitar prejuízos às ações de combate ao crime organizado e garantir a proteção das fronteiras brasileiras.
“Defender nossas fronteiras é defender a segurança das famílias brasileiras. Não podemos aceitar que justamente as operações responsáveis por impedir a entrada de drogas e armas no país sejam enfraquecidas”, concluiu.



